29 de agosto de 2014

[Resenha] - As Cavernas de Aço, de Isaac Asimov

Autor (a): Isaac Asimov
Editora: Aleph
Ano: 2013
Número de Páginas: 304
Onde Comprar? Saraiva / Submarino

Em Nova York, o investigador de polícia Elijah Baley é escalado para investigar o assassinato de um embaixador dos Mundos Siderais. A rede de intrigas envolve desde sociedades secretas até interesses interplanetários. Mas nada o preocupa tanto quanto o seu parceiro no caso, cuja eficiência pode tomar o seu emprego, como acontecera com seu pai no passado. Pois seu parceiro é um robô. Publicado no início da década de 1950, As Cavernas de Aço é o primeiro romance do consagrado Ciclo dos Robôs de Isaac Asimov, mesclando de forma magistral os gêneros de ficção científica e literatura policial.

Depois de ter tido uma sequência de livros que me desapontaram, finalmente, cai em minhas mãos uma obra estupenda, que apenas com suas primeiras cinquenta páginas, seria capaz de entrar na lista de melhores livros que li este ano. É a primeira vez que leio algo do autor e que por ventura também é o primeiro romance do autor. Isso me deixa muito satisfeito, por que se em uma primeira obra eu encontrei algo tão bom, imagina nos próximos?! 

O gênero literário do livro é uma mistura de ficção cientifica e romance policial, que também pode ser classificado como uma distopia. A obra traz um mundo superpopuloso que precisa racionar água e comida e que vivem sob cúpulas de aço, não tendo qualquer contato com a luz do sol. A população era tanta que muitas pessoas tiveram que se mudar para outros mundos, porém, diferentemente da Terra, esses mundos conseguiram obter equilíbrio populacional e econômico.

Os habitantes desse mundo chamados de “Siderais” apoiam a criação de robôs para otimizar atividades, enquanto os terráqueos habitantes das cidades conhecidas como “Cavernas de Aço” são contra a implementação de robôs, pois é inadmissível para eles que a máquina substitua o homem. Por isso a Terra e os Mundos Siderais estão sempre em pé de guerra, devido ao conflito de interesses. E a hostilização pode aumentar quando um robô é encontrado morto e provavelmente assassinado por um terráqueo. 

O investigador Elijah Baley é convocado para solucionar caso e mesmo ele sendo um partidário do sistema contra robôs, ele aceita o caso. Só que nem tudo promete ser um mar de rosas, quando ele descobre que seu parceiro de investigação será também uma máquina. Estaria sua profissão sendo ameaçada?

“As Cavernas de Aço” é muito mais que apenas um livro de romance policial, é uma obra que faz uma dura crítica ao nosso mundo capitalista. Onde os seres humanos se tornaram escravos de suas próprias tecnologias. Uma das coisas mais interessantes de se ler uma distopia que foi publicada há mais de cinquenta anos atrás, é você ver que algumas coisas que antes parecia imaginável, hoje já pode ser realidade, por exemplo, a comunicação através de chips. Claro, que ainda não vivemos sob redomas de aço ou as estradas são de esteiras rolantes. Porém, já não é um futuro tão distante. 

O universo “Homem versus Robô” é constantemente questionado durante o livro. Será o homem mesmo substituível? Apesar de a máquina ser feita para não se cansar, ela não é dotada de sentimentos e durante diversos momentos da leitura, isso fica evidente. Contudo, isso não impede aos moradores das Cavernas de Aço de se sentirem ameaçados, pois existe casos de pessoas que teve seus cargos substituídos. Então, essas pessoas são sonhadoras, almejam poder voltar no tempo e ter feito diferente no passado.

De certa forma, a leitura me lembrou muito a “Revolução Industrial” quando os donos de fábricas começaram a automatização do trabalho, deixando vários trabalhadores que reclamavam por melhores condições de trabalho na rua, acredito que os sentimentos das pessoas que viveram essa época são bem parecidos dos personagens do livro. 

Poderia ficar horas discorrendo sobre este livro sensacional, mas vou recomendar que vocês confiram por si só, para não perder a graça. “As Cavernas de Aço” é um livro de narrativa simples, mas que traz ótimas reflexões, juntamente com uma edição caprichada da Editora Aleph.

12 comentários:

  1. Olá, Lucas.
    Confesso que nunca tinha ouvido falar no livro ou no autor, ou em ou em outras obras dele já que esta é a primeira. Mas isso não defini que o livro seja ruim.
    Gostei de seu ponto de vista, tão positivo, tão bom quando um livro nos deixa satisfeito ao máximo, essa é a ideia que eu tive ao ler sua resenha.
    Até mais. http://realidadecaotica.blogspot.com.br/

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Olá Renato,
      Então, Asimov entrou na minha lista de autores favoritos.

      Excluir
  2. Eu ainda não conhecia esse livro, porém achei a premissa dele bastante interessante. É um livro que com certeza eu iria curtir.

    Beijos, Paradoxo Perfeito

    ResponderExcluir
  3. Cara, não sei como não li nenhum livro do Asimov ainda. Sempre falam bem dele, seja qual for a obra. Essa é mais uma daquelas que despertaram minha vontade de ler e acho que será a minha primeira. Gostei de sua resenha!

    http://cantinadolivro.blogspot.com.br/

    ResponderExcluir
  4. Lucas, isso é Asimov! Dentre os autores de ficção científica ele faz parte do meu quinteto preferido, ao lado de Bradbury, Aldiss, Clark e Heinlein. Meu preferido dele é o "O Cair da Noite", simplesmente perfeito. Ainda não li o "As Cavernas de Aço", mas mal vejo a hora de colocar minhas mãos no livro!

    http://www.pontolivro.com

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Opa, anotei as dicas! Já encomendei uma próxima leitura do Asimov que será "O Sol Desvelado" que integra a mesma série do Elijah Baley.

      Excluir
  5. O livro parece ser muito bacana, porém não faz meu estilo de leitura, por essa motivo acabei nem tendo vontade de ler o livro, mas ele parece ser bacana.

    memorias-de-leitura.blogspot.com

    ResponderExcluir
  6. Oi Lucas! É incrível como uma história pode viajar através do tempo, o assunto que o autor abordou na época poderia ser algo insano, mas olhando nos dias atuais você cita que estamos quase lá, quem sabe as distopias que lemos hoje serão a realidade de nossos filhos e netos. Nunca li nada do autor, mas depois de tantos elogios para a obra fiquei bem interessada.

    Bjos!!
    Cida
    Moonlight Books

    ResponderExcluir
  7. PRECISO LER ASIMOV! Sim, em caixa alta! :P
    A cada resenha, fico mais convencida ainda da genialidade desse cara. Um cara à frente de seu tempo. Muito bacana!
    Ótima resenha, Lucas.

    Um abraço!

    Sacudindo Palavras

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. ASIMOV, merece uma caixa alta! AHSUAHAUSHA

      Excluir
  8. Oi, Lucas!
    Esse livro super me interessou agora. Não o conhecia e parece ser uma leitura imperdível. Os aspectos relevantes que você citou na resenha super me deixaram curioso. Acredito que gostarei muito.
    Parabéns pela resenha!
    Abraço!

    "Palavras ao Vento..."
    www.leandro-de-lira.com

    ResponderExcluir
  9. Parece ser um livro bem interessante, mas não faz meu estilo
    Beijos
    http://adventure-of-two-girls.blogspot.com.br/

    ResponderExcluir